A "BOA" SEXUALIDADE EM BOM-CRIOULO

CONSIDERAÇÕES PSICANALÍTICAS SOBRE A INTERSECÇÃO RAÇA E GÊNERO

  • Samanta Rodrigues de Campos UniAvan
  • Gustavo Angeli

Resumo

Partindo do pensamento de que a cultura é o espaço em que se permitem possibilidades e interdições para o sujeito e para o desejo, buscamos promover uma discussão através da teoria psicanalítica sobre como as categorias raça e gênero aparecem em intersecção na obra Bom-Crioulo de Adolfo Caminha (1895). Nos deparamos com uma moral que data desde antes do século XIX e vem determinando a maneira como construímos nossa subjetividade e propagando preconceitos. Assim, baseando-nos na psicanálise extramuros fizemos uma leitura flutuante da obra em questão a fim de refletir sobre a construção do sofrimento psíquico do personagem Amaro. Concluímos que frente as limitadas opções fornecidas pela moral, o que sobra para pessoas são vivências, em torno da expressão da sexualidade, limitadas e geradoras de angústias.

Biografia do Autor

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Psicóloga Clínica. Bacharel em Psicologia pela Universidade Federal do Paraná – UFPR. Especializanda em Psicanálise e Dispositivos Contemporâneos — Uniavan.

Gustavo Angeli

Psicólogo Clínico. Docente do Curso de Psicologia no Centro Universitário de Brusque – UNIFEBE. Mestre em Psicologia pela Universidade Estadual de Maringá. Doutorando em Psicologia pela Universidade Federal de Santa Catarina - UFSC.

Publicado
2020-12-11
Como Citar
RODRIGUES DE CAMPOS, Samanta; ANGELI, Gustavo. A "BOA" SEXUALIDADE EM BOM-CRIOULO. Revista Científica Sophia, [S.l.], v. 1, n. 1, p. 111-132, dez. 2020. ISSN 2317-3270. Disponível em: <http://ojs.avantis.edu.br/index.php/sophia/article/view/112>. Acesso em: 13 maio 2021.